Olá manfredinhos e manfredinhas. De fato, faz tempo que não escrevo. Sim, sim. Eu sei. Desde que deixei a Mauricéia rumo à terra dos iglus, caribus e xarope de bordo (vou dizer o que é isso mais tarde) que não troco uma sequer palavra com meus compatriotas e amigos – tirando as twittadas durante os jogos do Brasil e Argentina
Okay, hoje (04//07/2010) faz duas semanas que estou na América do Norte. Muita coisa se passou. Neste exato momento, estou em um trem de Montreal rumo a Nova Iorque, parado sabe-se-lá-porque há quase uma hora, com um lago enorme à minha esquerda e uma floresta à minha direita.
Cheguei em Toronto no dia 21 de junho, fui para Montreal no dia 30 (ambos dias de jogos do Brasil na Copa) e agora estou indo para a Grande Maçã, donde deverei ficar até o dia 12 de julho quando pegarei o avião rumo à Terra Prometida (também conhecida como Vancouver). No começo de agosto voltarei ao nosso querido país varonil e de belezas mil, lar de venerados cidadãos assim como Paulo Salim Maluf.
Vamos lá então. Rodando…. !
1.The Long and Winding Road
Passei quase vinte e quatro horas para chegar à Toronto, desde o Recife. Primeiro peguei um voo da TAM rumo à São Paulo que iria para Miami (olha que tronxura – tive de descer para depois subir. É quase a mesma coisa que alguém que mora em Casa Amarela passar no Janga para ter que ir à João Pessoa). Tudo bem, de qualquer maneira era mais barato. Aliás, o que não se sofre para pagar menos na hora de viajar?
Até aí tudo bem. Três horas e meia de voo. Mas, de repente, quando estou no corredor que leva àquela sanfona que dá direto no avião (não faço ideia de como isso se chame) algo bizarro, para não dizer assustador acontece.
Imaginem a cena: há cerca de 100 pessoas esperando para entrar no avião. Todos olham para a frente, só aguardando a sua vez, na maior paz e tranquilidade. Ma não. Quando as coisas vão muito bem sempre tem de acontecer alguma merda para balancear as energias Yin e Yang. Sim. É.
Fshh.
Barulho de Gás. Gritos alucinados vindos do corredor sanfonado. Pessoas se viram na minha direção. Elas correm. Estão Desesperadas. Demais pessoas vêem as outras correndo. Histeria. Comportamento histérico de Massa. Todos Correm Por Suas Vidas. Run to the Motherfucking Hills. Jesus Cristo. Caos. Fúria e Desilusão. Na mentes das pessoas, acende-se o letreiro ATAQUE TERRORISTA. Na minha, ilumina-se a placa WTF!!!.
Eu corro também, é claro. Na confusão, uma mulher cai na minha frente e mete a testa no chão, lindamente. Eu piso em uma das malas dela e, em minha mente paranoica, imagino meu pé direito estraçalhando o tornozelo da madame.
De repente, tudo para. As pessoas deixam de correr. Os que estavam lá longe começam a olhar para trás, desconfiados. Eu ajudo a mulher caída a se levantar, ainda torpe. Não eram os seguidores de Bin Laden atrás dos judeus Paulistas rumo à Miami fazer compras nos outlets Gucci e Versace. O que diabos foi aquilo, então?.
Uma porra de um Extintor de Incêndio.
Explicação: no corredor sanfonado as malas são verificadas, para ver se as pessoas não estão levando frascos ou frutas, legumes, armas bioquímicas, Gás Sarin e Dispositivos Termonucleares. No caso, o que houve foi que algum completo doente mental trouxe um Extintor de Incêndio Portátil, que obviamente não poderia ser levado para a aeronave. O sujeito foi reclamar, dizendo que o aparato estaria vazio. Não estava. Ele puxou a mangueira e deu no que deu. Ataque Bioterrorista no Aeroporto de Guarulhos…
Por causa disso, uma mulher bateu feio a cabeça no chão, e outras pessoas poderiam ter se machucado seriamente com o corre-corre. É algo a se pesar e medir. O quanto será que vale essa paranoia toda?. O esforço e o dinheiro gastos para prevenir algo que talvez não exista, ou que tenha chances ínfimas de acontecer. Fica a dica.
Depois disso embarquei no avião rumo a Miami, donde passei pouco mais de dez horas, dormindo, jogando Pokémon e vendo uns documentarios bestas no pczinho de bordo da poltrona.
Joguei papo fora com um brasileiro que mora na cidade já faz uns anos. O cara era todo maloqueiro – tipo aqueles manos paulistas – e escreveu até bilhetinho para aeromoça, na esperança de conseguir uma fodinha rápida.
Tive um bocado de apreensão em passar pela alfândega do Aeroporto. Eu sei que Miami é a maior porta de entrada de latinoamericanos – como eu – nos EE.UU., e por isso um monte de gente se ferra na imigração e tem de voltar pro Brasil, perdendo passagem e tudo o mais. Estou viajando sozinho, tenho vinte e um anos e sou cabeludo – e isso conta pontos negativos para mim.
Quando chego à sala da imigração, um lampejo me vem à cabeça. Half Life 2. Sabe quando você sai do trem e chega na estação da cidade toda dominada pelos alienígenas, com monitores passando filmes bizarros de boas-vindas, cheio de policiais Combine te espreitando?. Não foi muito diferente, não.
De qualquer maneira, consegui passar. O cara nem fez muitas perguntas, já que eu estava com destino à Toronto. Mesmo assim fica a impressão distópica. O cara escaneou todo os dedos das minhas mãos, e ainda tirou foto. Crézus Jisto!
Assim começou a empreitada. No próximo post, conto tudo o que aconteceu em Toronto e Montreal. Ave!
4 Comentários
RSS Comentários URI identificador de trackback

Leo, isso tudo aconteceu mesmo? Uahuahuah…como estão as coisas no hemisfério norte?
Estou com minha passagem comprada, dia 18….mais tarde do que eu pensava, imagino que você volte bem antes. Me diz uma coisa, no Canadá eles pediram para ver tuas passagens?
Meu velho isso foi só a primeira parte da historia?
Fudeu então, imagine o resto?
quem é BIZARRO suficiente pra levar um EXTINTOR na mala, e ainda mais, SECO!!!!! só contigo mesmo pra acontecer uma parada dessas, leo.
Meu irmão.. imagino vc voltando pra ca com uma Gravity Gun e aquela armadura do Freeman depois dessa parada.. HAUIhauiHAUIhuiahUIAHUI que bizarro.. imagino oq o filho da puta queria fazer com uma merda dessas ;P